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Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir.
Amyr Klink - Mar Sem Fim
  • 3 months ago
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  • 3 months ago
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'Community' gets no ratings love on Valentine's Day

entertainmentweekly:

Thursday’s episode drew just 2.7 million viewers and a 1.1 rating among adults 18-49. That’s a 42 percent drop from last week and the show’s lowest-rating ever in the demo.

Six… seasons… and… a movie?

  • 4 months ago > entertainmentweekly
  • 47
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Por que a Europa?

Há 32 anos sonho conhecer a Europa. É um exagero, claro, mas é só para mostrar que trata-se de um sonho antigo.

Outro dia meu marido me perguntou: por que a Europa?

Confesso que eu não sei explicar direito essa vontade louca de conhecer o Velho Continente. Acho que talvez seja exatamente por isso, por ser o Velho Continente. Onde se respira arte, cultura e, principalmente, história.

Os mais céticos poderiam indagar: mas há arte, cultura e história em outros lugares do mundo, inclusive no Brasil…

Mas é diferente!

Em partes, é de onde eu vim. Quero saber como é, como foi. Quero ver com meus próprios olhos as coisas que li nos livros da escola. Quero admirar os castelos, as igrejas, as ruas e as construções que já ‘presenciaram’ a guerra e a glória, o sagrado e o profano. 

Quero caminhar pelas ruas bucólicas de Praga e tentar decifrar o que restou do comunismo da ex-URSS. Admirar as obras do Louvre e devorar croissants em um dos diversos Cafés de Paris. Me apaixonar pela Cidade da Luz. Me perder pelas ruelas de Amsterdã. Entender a grandeza de Roma e o romantismo de Veneza. Reclamar do tempo chuvoso e o ‘frio’ da primavera em Londres. Conhecer a Abbey Road em Liverpool. E ainda quero descobrir aquela feira de antiguidades onde poderei comprar um livro com as páginas amareladas de Marcel Proust, Victor Hugo, Poe ou Dante Alighieri. 

Acima de tudo, quero ser surpreendida. Quero superar minhas altas expectativas. Quero conhecer os lugares óbvios (e essenciais) das cidades por onde vamos passar e descobrir coisas e lugares diferentes, quase sem querer. Quero viver experiências não-planejadas. Quero respirar aquela atmosfera que, mesmo sem conhecer, julgo diferente e inebriante. 

Devo estar sonhando muito, né? Mas se é um sonho antigo… 

  • 4 months ago
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Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa
  • 5 months ago
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Olha o que a minha mãe fez comigo…
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Olha o que a minha mãe fez comigo…

  • 6 months ago
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Morrer é difícil. E burocrático.

Além de toda a dor da saudade, a falta imensurável e a rotina virar de ponta cabeça, a morte também traz outros transtornos. Morrer é caro, é burocrático, é difícil. Para quem fica, é claro!

Começa com o enterro ou cremação. Haja papel para assinar e documentos para providenciar. E se você não paga um jazido ou crematório, terá que colocar a mão no bolso, tudo à vista e na hora. 

Depois vem o inventário. Advogado, taxas de cartório, impostos… Você sabia que quando morremos, somos obrigados a pagar 4% dos nossos bens para o governo? Alguém me explica o propósito disso? 

Além dos altos custos, vem a pilha de tarefas: tirar xerox de todos os documentos da mulher, dos herdeiros e agregados. Alguns ainda precisam ser autenticados e atualizados. Tem imóveis? Carros? Conta bancária? Precisa provar tudo. Haja documentos (e paciência)!

Com o inventário em mãos, meses depois, o próximo passo é fechar as contas bancárias, receber o benefício de um seguro de vida e fazer o desligamento no trabalho (no caso, dois cargos públicos).

Meu Deus! Que pesadelo!

Em um dos bancos, o funcionário não sabe como fechar uma conta por morte do titular. Hã, como assim? Nunca morreu nenhum correntista? E nem era um banco qualquer, era um dos maiores e mais caros do país. A gerente pede alguns dias para resolver. Diz que vai ligar. 

Em outro, onde foi feito o seguro de vida, não é possível fechar a conta até que o sinistro seja resolvido. Como assim? Por que não disse isso antes, quando fomos pela primeira vez ao banco, meses antes? Mais uma pilha de documentos para providenciar e papéis para preencher. Até o médico que fez o atestado de óbito teve que ser procurado para detalhar como e porque o paciente morreu, para provar que foi morte natural. A nossa sorte é que o médico em questão é amigo da família. Mas que situação!

Agora o desligamento dos antigos empregos. Quanta burocracia! Pega relação de documentos, depois leva os papéis pedidos, vai na seguridade para ver a pensão da beneficiária, mais documentos, leva de um lugar para o outro (pois embora sejam do mesmo local, são departamentos completamente diferentes)… aff, perdi a conta de vezes que precisei sair de casa para fazer tudo isso. E olha que correu tudo bem, sem maiores problemas com os documentos apresentados. 

Não tive a mesma sorte com o outro trabalho. Além de todos os procedimentos citados acima, eles simplesmente não aceitaram o inventário, um documento legal que determina quem são os herdeiros e, portanto, detentores de todos os diretos e bens da pessoa que morreu, para oficializar o desligamento do cargo e receber os benefícios de direito. Alegavam que era obrigatório um documento oficial, assinado por um juiz, nomeando uma pessoa (no caso, minha mãe) como a representante legal do falecido. Liguei na hora para um advogado, que considerou o pedido um absurdo e ainda me mandou a lei federal que determina que tal ofício não é mais necessário. Mas que nada, os funcionários insistiam em dizer que a lei que eles seguem é a municipal e não poderiam fazer nada. Não sou advogada, mas fiquei boquiaberta com tamanha falta de bom senso. Como assim a lei municipal passa por cima de uma lei federal, assinada pelo presidente da república? O pior é que o chefe do setor responsável não estava no local. Aliás, ele nunca está. Tive que ir embora, porque preciso trabalhar, e voltar outro dia para resolver essa questão. E ainda saí como mal educada. Um absurdo!

Isso é apenas um resumo de todas as etapas que eu e minha família tivemos que passar para acertas as coisas depois que meu pai se foi. Isso porque ele era casado, tinha três filhos e era funcionário público, ou seja, não havia nenhuma complicação, por assim dizer, como um divórcio litigioso, filhos fora do casamento, vários empregos esporádicos e sem carteira assinada. Tudo dentro da lei, da moral e dos bons costumes. 

Depois dessa aventura compulsória, aprendi da pior forma que morrer vai muito além de simplesmente parar de respirar e deixar saudades aos entes queridos. Como disse no início, é difícil e burocrático. 

  • 7 months ago
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‎Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.
Pablo Neruda
  • 10 months ago
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Finalmente nossos presentes de casamento estão na  nossa casa. Agora só falta arrumar… (Publicado com o Instagram)
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Finalmente nossos presentes de casamento estão na nossa casa. Agora só falta arrumar… (Publicado com o Instagram)

  • 11 months ago
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Tô em crise.

Tô em crise. Falo com quem? 

Com a minha mãe? Com o marido? Uma amiga próxima? Desabafo no blog? Poutz, essa última é bem perigosa, hein? Vai que o irmão ou a cunhada leem. Ou aquele mala do trabalho que te detesta. 

E agora, José?

O fato é que tô em crise. Tenho 31 anos e algumas neuras na cabeça. Ser ou não ser, eis a questão. Aff!

Hoje travei no trabalho. Intelectualmente falando. Simplesmente fiquei alguns minutos em frente ao computador e não consegui fazer nada. Vontade de mandar tudo para PQP. Mandar o caso yoki para os quintos dos infernos. 

Será que era fome ou eu estou dando murro em ponta de faca? Será que o problema sou eu ou os especialistas que são repetitivos? Será que eu reclamo demais ou estou tapando o sol com a peneira? 

A sorte é que hoje é sexta-feira, não tem plantão essa semana e tem muita coisa pra colocar em ordem na casa. E para não ter pesadelos à noite, “once upon a time” para relaxar… 

  • 1 year ago
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